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Método IEAc - L.E.SCAnning

Neste espaço, estaremos sempre atualizando com nossas elaborações metodológicas, as quais têm evoluído com o tempo e à medida que a sinergia de nossa própria equipe possibilita gerar novas idéias, ou então que a experiência prática de nosso grupo propicia adaptar, redefinir conceitos, métodos e técnicas que formam enfim a metodologia de trabalho que aplicamos em nossas pesquisas e serviços.

Características do Método IEAc (Inteligência Estratégica com ênfase na antecipação e a partir de esforço e interpretação coletivos)

A - Evolutivo: Começar pequeno para em seguida evoluir. Em nossa óptica, e considerando experiência em diversas dezenas de empresas, a Inteligência Estratégica Antecipativa não é a atividade de uma única pessoa. Ao contrário, é um processo coletivo, fazendo intervir, a tempo parcial, diversos tipos de pessoas, em função de suas atividades habituais e do uso que elas podem fazer das informações de Inteligência Estratégica Antecipativa. Recomendamos começar por um n° tão pequeno quanto necessário para que o início funcione. A extensão será realizada em seguida, de forma progressiva, se apoiando sobre aquilo que melhor funcionar.

B - Prototipagem rápida: Implantar um dispositivo completo mas pequeno, visando:

- produzir rapidamente resultados visíveis,

- suscitar e proteger a motivação das pessoas,

- aumentar a aprendizagem coletiva da Inteligência Estratégica Antecipativa.

Método L.E.SCAnning para realização de um processo de IEAc

O principal método que nossa equipe adotou (e mesmo em muito cooperou para sua definição e sobretudo na sua efetividade prática) para desenvolver as atividades de Inteligência Estratégica com ênfase na antecipação e valorizando o processo coletivo de interpretação de dados é o “L.E.SCAnning” – Learning Environmental SCAnning (LESCA, 2003).

Através deste método, é instrumentalizado o conceito de IEAc (Inteligência Estratégica com ênfase na antecipação e no processo coletivo de interpretação), implicando uma seqüência de etapas. A origem dessas idéias é do Prof. Humbert Lesca da Université Pierre Mendès France de Grenoble (França), com o qual cooperamos desde 1989, mais fortemente de 1996 para cá.

É um método composto por 9 etapas: domínio de aplicação, especificação de alvo, coleta, seleção e repasse de informações, memória, criação coletiva de sentido (ou interpretação coletiva dos dados), difusão e animação. Nossa equipe trabalha com uma adaptação do método em cada situação, dando maior ou menor ênfase a cada etapa, segundo o ambiente que se encontra, o tipo de envolvimento da equipe da organização, e em função do que se busca, do tipo de fontes de dados já disponíveis na organização, etc. Ao mesmo tempo, nossa equipe trabalha com uma visão mais ampla e agregada do processo, buscando uma gradativa evolução rumo à adoção (e compreensão) do modelo como um todo.

Em situação real, as necessidades da organização podem não ser enquadradas de imediato na forma definida pelo método, razão pela qual um exercício mais despreendido pode ser inicialmente realizado, para somente depois se entrar com a noção efetiva de cada etapa e então se estabelecer um dispositivo de inteligência estratégica no senso pleno preconizado. Pode ocorrer que essa atividade inicial se mostre satisfatória, e então o processo como tal já se estabilize.

As diversas etapas que compõem o método iniciam pela escolha de um domínio de aplicação, chamado perímetro do dispositivo, ou seja, qual a área da organização sobre a qual queremos prioritariamente agir. Uma vez que este for definido, parte-se para a especificação de alvo, uma etapa que exige atenção direcionada por parte da organização, a qual deve delimitar os temas ou atores prioritários para ela naquele instante. Trata-se da identificação dos atores importantes para a organização (clientes, concorrentes, governo, fornecedores, parceiros, etc.) e os assuntos que lhe interessam monitorar, além da especificação das fontes de informação susceptíveis de fornecer acesso a algum conhecimento sobre os mesmos.

A fase seguinte, chamada de coleta de informações (atenção e percepção focalizadas sobre o alvo definido), consiste em buscar informações relativas aos atores e aos temas identificados na fase precedente ou a partir de alvos identificados a posteriori. Para a realização desta etapa recursiva, são designados os captadores, colaboradores da organização que terão por missão selecionar informações. A coleta somente poderá ser eficaz se o procedimento de repasse de informações estiver organizado. Esta fase tem como objetivo organizar a circulação de fluxos internos à organização, assim como também aqueles provenientes do exterior.

A fase de repasse de informações estaria incompleta sem a implantação de um procedimento de armazenamento de informações, que permite divulgar ao coletivo as informações coletadas, de forma que este possa selecioná-las a partir de conhecimentos diversos do coletivo. Nossa equipe preconiza se trabalhar com links web dedicados a esta atividade, através dos quais se pode estar alimentando o processo e ao mesmo tempo tendo acesso a tabelas filtradas dinamicamente, facilitando seja o exercício individual, seja coletivo.

Ao mesmo tempo, nossa equipe estará constantemente refletindo sobre a melhor forma de preconizar o encadeamento entre essas etapas todas, e a forma de atuar da equipe envolvida. Novos documentos surgirão a esse respeito e serão aqui disponibilizados.

Na fase de criação coletiva de sentido, de fato a interpretação, as diferentes informações coletadas e selecionadas são analisadas coletivamente, com o objetivo de lhes atribuir sentido e gerar valor agregado. Esta etapa conduz a alternativas. Se as informações analisadas são suficientemente explícitas, esta fase permite então à organização tomar decisões e agir sobre seu ambiente. Mas se as análises não permitem compreender o futuro ambiente da empresa, esta deve prosseguir a coleta de informações, e - se necessário - mudar de alvo.

Por ser um processo implicando diversos atores, a Inteligência Estratégica exige a intervenção de competências diversas e complementares, cujos interesses e motivações podem mesmo ser contraditórios. Essa atividade inscreve-se assim num processo necessariamente coletivo, e também contínuo, dinâmico e evolutivo, exigindo uma formação e um acompanhamento peculiares, em função da diversidade e especificidade de cada uma de suas atividades.